Gente charmosa com copos na mão!
O sol mal despontava sobre os telhados silenciosos de Vejle, quando parti. Era cedo — cedo como quem acorda para um novo capítulo de si mesmo. A estrada à frente desenhava um convite dourado, como se o próprio dia soubesse que ali começava algo novo, vibrante, livre de tudo aquilo que, enfim, tinha acabado. E o que acabou, ficou mesmo para trás. Sem dor. Só espaço. Os campos dinamarqueses estendiam-se como um quadro de Monet ao vivo — verdes profundos pontuados por flores silvestres, trigo ondulando ao vento como um sussurro, e árvores altas que pareciam acenar em despedida. A luz era macia, quase amante, e havia algo no ar… talvez fosse verão, talvez fosse liberdade, talvez fosse só a sensação boa de estar de volta a mim. A trilha sonora? Jazz escandinavo moderno misturado com batidas eletrônicas suaves. Mads Langer tocava em algum momento, seguido por Agnes Obel. A música parecia fazer amor com a paisagem. A caminho de Nyborg, o mar espreitava por entre colinas e o céu se...