Então? Como correu a tua noite?
Despertar em Budapeste foi como acordar dentro de um sonho que te puxa pelo pulso e te sussurra “fica mais um pouco”. Principalmente quando abri as grandes janelas daquele hotel que flertava descaradamente com o Danúbio - sim, ele piscava, eu tenho a certeza. Ainda com os olhos meio cerrados, o telefone vibra. Do outro lado, uma voz envolta num filtro de mistério matinal: “Então? Como correu a tua noite? Ainda esperei por ti no bar, mas não te vi…” Era Lorena. A surpresa deslizou no meu peito como manteiga quente. Um misto de: que maravilha ter bons amigos e wow… ela estava à minha espera? Prometeu encontrar-me no pequeno-almoço. Eu, claro, fiz o que qualquer mortal faria: agradeci, fingi naturalidade, e depois sorri feito idiota para o teto. A sala do pequeno-almoço… meu Deus. Uma cascata interior sussurrava poesia líquida, cheiro de café forte, fruta fresca brilhando como jóias tropicais, croissants bronzeados com vaidade, e eu, ali - mortal entre vitaminas. E entã...