Tu és o sabor que me envolvi!
Acordei
em Paris. O quarto, acolhedor e cheio de charme, refletia o estilo tipicamente
parisiense: janelas altas com cortinas leves, móveis antigos de madeira escura
e uma leve fragrância de lavanda no ar. O hotel, discreto e elegante,
situava-se a poucos passos da Torre Eiffel. Ainda sonolento, caminhei até à
janela e, ao abri-la, fui recebido por uma vista encantadora: a torre erguia-se
majestosamente contra o céu azul-claro da manhã, envolta por uma névoa dourada
de sol nascente. Um murmúrio suave de vida urbana subia das ruas abaixo — cafés
a abrir, bicicletas a passar, os primeiros turistas com mapas nas mãos.
Senti
uma vontade imediata de sair e explorar. Tomei um banho sem pressa, vesti-me
com entusiasmo, tomei um delicioso pequeno-almoço e saí pelas ruas empedradas
rumo aos lugares que há muito sonhava visitar.
Comecei
Torre Eiffel ali ao lado, onde subi para ver Paris em toda a sua grandiosidade.
Dali, segui para o Arco do Triunfo, imponente no centro da Place Charles de
Gaulle, e percorri os Campos Elísios, sentindo o pulsar da cidade entre lojas
de luxo e cafés animados. Visitei a Catedral de Notre-Dame, silenciosa e
majestosa, e depois o Museu do Louvre, onde me perdi entre obras-primas e
corredores cheios de história. Terminei o passeio da tarde junto ao Rio Sena,
apreciando os barcos que deslizavam suavemente pela água e os casais que
trocavam sorrisos nas margens.
Almocei
num pequeno restaurante com toalhas brancas e guardanapos de pano, situado numa
ruela tranquila do bairro de Saint-Germain. Fui recebido com gentileza e
sentei-me junto à janela. Pedi um magret de canard com puré de batata trufado,
acompanhado por uma taça de vinho tinto de Bordeaux. O pato estava
perfeitamente selado, a pele crocante e a carne suculenta, e o vinho realçava
cada sabor com elegância.
À
noite, depois de mais algumas horas de passeio pelo Quartier Latin e
Montmartre, jantei num restaurante elegante, com uma atmosfera romântica e luz
de velas. Escolhi um boeuf bourguignon tenro, cozinhado lentamente em vinho
tinto, com legumes aromáticos. Como sobremesa, um crème brûlée com a cobertura
caramelizada ainda quente. O vinho da noite foi um Châteauneuf-du-Pape,
encorpado e envolvente.
Regressei
ao hotel com o corpo cansado, mas o coração leve. Sentei-me no sofá do quarto,
fechei os olhos, senti um aroma de jasmim e pensei; sei-te de cor em cada
sabor, como se cada gole de ti escrevesse em mim um roteiro para a felicidade.
Admiro tua forma única de aquecer o mundo com teu aroma sedutor!
Dos
escritos que abandonei, dos finais inesperados, do amor desapegado, dos
romances desperdiçados, tu és o sabor que me envolvi e que nunca abandonei. E
assim vou eu, encaixando a vida em ti, umas vezes doce com sabor a mel, outras
menos doce.
E
quando me tocas nos lábios, deslizo no sofá, admiro a tua forma e sorrio. Simplesmente...
sorrio. Sem motivos, sem indagações, na busca do nada. É um momento cheio de ternura, um ritual
maravilhoso e estimulante, quente e aromático e quando envolvido numa musica
romântica, à luz de velas, torna o momento mágico.
Tu
surgiste na minha vida para aprender a simplificar o desenho da minha
felicidade, desviando-me de ambientes superlotados. Preenchemos todo tempo com
agendas tão complicadas que não deixamos tempo para te encontrar.
Hoje
sei-te de cor cada aroma, como se cada gole de ti escrevesse em mim um roteiro
para a felicidade e como eu, muitos encontraram em ti momentos de relaxamento e
felicidade, porque a tua existência remonta aos tempos ancestrais e está
associada a muitos momentos de amor.
E
neste ritual, vou-me apagando no teu aroma com a luz das velas e a musica
romântica… saborear um chá de jasmim lentamente é um final maravilhoso,
Diário
de uma viagem – 13 dia – 09/07/2025

Grata pelo convite. É um prazer imenso estar aqui. 🥰
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